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Faema e Avima reúnem-se com avicultores para discutir produção no Maranhão

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A principal discussão ficou por conta da entrada indiscriminada da produção de frangos de outros estados.

Avicultura 2Dirigentes da Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão (Faema), e membros da Associação dos Avicultores do Maranhão (Avima), reuniram-se na sede da entidade que representa os produtores rurais maranhenses, para discutir com produtores de frangos o problema da cadeia produtiva do frango e a entrada indiscriminada da produção de outros estados.

De acordo com o presidente da Avima, José Augusto Monteiro, em termos de Nordeste, a Bahia é o primeiro estado no ranking de produção, enquanto que o Maranhão surge em último lugar entre os estados produtores com 0,002 por cento da produção nacional.

Dados da Avima dão conta de que pelo menos 15 mil pessoas estão diretamente envolvidas na cadeia produtiva do frango no estado.

O vice-presidente da Faema e secretário adjunto da Sagrima, Raimundo Coelho, destacou que a avicultura é um dos mais relevantes setores da cadeia do agronegócio brasileiro. “No Maranhão estamos procurando identificar oportunidades e ameaças dessa atividade produtiva”, disse.

Já o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado César Pires (DEM), que participou do encontro, alertou que a produção de frango pode acabar no Maranhão nos próximos anos. “O Maranhão hoje não produz um ovo sequer, e tudo isso começou quando o nosso estado aceitou e abriu as barreiras para o ovo, tanto o galado como o não galado, que vinham do Ceará e de Pernambuco, arrefecendo a competitividade. E hoje o Maranhão não pode investir em tecnologia porque a rentabilidade das granjas é muito pequena e a tecnologia ficou distante”, afirmou César Pires.

O deputado  advertiu que o Maranhão está colocando o frango no mercado, como produto final, ao preço médio de R$ 2,10, ao passo que o vizinho estado do Tocantins está exportando para o Maranhão frango ao preço de R$ 1,45 a  R$ 1,70. “Perdeu-se aqui o processo de competitividade”, explicou.

Participaram ainda da reunião os técnicos do sistema Faema/Senar, Luiz Figueiredo, César Viana, Lourival Santos e Emerson Galvão.