Mercado de Trabalho: cada vez mais jovens optam por carreiras no campo

Ampliação de ofertas de cursos técnicos e superiores, investimentos em inovação e mecanização, profissionalização da gestão de empresas rurais são fatores que tornaram o setor promissor para a conquista de vagas de empregos

Raimundo Coelho, presidente da Faema, destacou que além das oportunidades abertas, o agro também tem ampliado as opções de capacitação e formação técnica, profissional e superior.

Na semana em que é celebrado o Dia do Trabalhador, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), levantou dados que comprovam que as carreiras relacionadas ao agro estão em alta, e as oportunidades de emprego crescem na mesma proporção que o setor investe em tecnologia, inovação e profissionalização da gestão.

Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência, comprovam a pujança do setor. Em 2023, por exemplo, o agro maranhense gerou mais de 34.762 empregos formais, um crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior. Esse resultado coloca o Maranhão como um dos estados que mais gerou empregos no Brasil no setor agropecuário em 2023.

“O agro é uma boa oportunidade de carreira para os jovens, e temos visto essa realidade se fortalecer cada vez mais com o crescente interesse por cursos técnicos e superiores na área de ciências agrárias. Em paralelo, as propriedades rurais e empresas que exploram as centenas de cadeias produtivas relacionadas às atividades produtivas tem investido cada vez mais em tecnologia, gestão e isso se reflete em demandas de diversos profissionais”, explica o presidente do sistema Faema/Senar, Raimundo Coelho de Sousa.

Maior instituição de referência do agro no Brasil, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural oferece diversas opções para quem quer desenvolver sua carreira no agro: desde cursos técnicos, graduação, pós-graduação, e cursos profissionais de curta duração. Além disso, a instituição opera o Programa Jovem Aprendiz Rural, preparando jovens para ingressarem no mercado de trabalho, capacitando-os em parceria com as empresas do setor. Para se ter uma ideia, em Balsas, no cerrado sul maranhense, a instituição já treinou mais de 300 jovens aprendizes nos últimos cinco anos. E até o próximo ano, mais de 130 jovens estarão sendo formados para o mercado de trabalho na região sul.

Foi o caso de Fernanda Bastos, hoje analista de recursos humanos da SLC Agrícola. “Em 2017, eu tive a honra de participar da primeira turma de jovem aprendiz do Maranhão, o Senar proporcionou a parte teórica e na fazenda, pude ter experiência na prática, ao final do ano do programa, eu fui uma das selecionadas para ser colaboradora efetiva”, relata Bastos.

Regulamentado pela Lei nº 10.097/2000, o Programa Jovem Aprendiz abre portas para o futuro de jovens entre 14 e 24 anos, proporcionando oportunidades de aprendizagem profissional e inserção no mercado de trabalho.

Pela legislação, empresas de qualquer porte com mais de sete funcionários são obrigadas a contratar jovens aprendizes, de acordo com a proporção mínima estabelecida na legislação. Produtores rurais pessoas físicas também são obrigados a contratar jovens aprendizes, se possuírem mais de sete empregados em suas propriedades rurais.

A quantidade de jovens aprendizes que a empresa deve contratar é proporcional ao número de funcionários que ela possui. A proporção mínima varia de acordo com o porte da empresa.

“O programa não oferece vantagens apenas para os jovens, mas também para as empresas. Entre os pontos positivos estão a redução de até 80% nas contribuições previdenciárias patronais; a formação de mão de obra qualificada

Mais de 100 jovens aprendizes estão sendo treinados pelo Senar e Sindibalsas para atender demandas de empresas do mercado agro na região
Mais de 100 jovens aprendizes estão sendo treinados pelo Senar e Sindibalsas para atender demandas de empresas do mercado agro na região

Pela legislação, empresas de qualquer porte com mais de sete funcionários são obrigadas a contratar jovens aprendizes, de acordo com a proporção mínima estabelecida na legislação. Produtores rurais pessoas físicas também são obrigados a contratar jovens aprendizes, se possuírem mais de sete empregados em suas propriedades rurais.

A quantidade de jovens aprendizes que a empresa deve contratar é proporcional ao número de funcionários que ela possui. A proporção mínima varia de acordo com o porte da empresa.

“O programa não oferece vantagens apenas para os jovens, mas também para as empresas. Entre os pontos positivos estão a redução de até 80% nas contribuições previdenciárias patronais; a formação de mão de obra qualificada; a descoberta de jovens talentos para suas necessidades futuras da empresa, entre outros”, elenca o gerente técnico do Senar, Carlos Antônio Feitosa.

Jovens interessados em participar do programa devem procurar os sindicatos rurais do seu município ou região, e buscar informações sobre a existência de demandas das empresas e propriedades rurais locais.

Para quem já busca uma colocação formal de trabalho, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou recentemente uma plataforma nacional de captação e contratação de profissionais.

A Plataforma Empregos Agro, uma iniciativa da CNA em parceria com a, tem o objetivo de facilitar o encontro entre vagas de emprego e candidatos talentosos. Através do site empregosagro.com.br, candidatos podem cadastrar seus currículos e buscar oportunidades em todo o país, com mais de 3 mil vagas disponíveis. Atualmente, estão abertas vagas de emprego para empresas e propriedades rurais nos municípios de Alto Alegre do Maranhão, Alto Alegre do Pindaré, São Raimundo das Mangabeiras e Balsas.

A plataforma utiliza inteligência artificial para identificar as qualificações dos candidatos e conectá-los às vagas mais adequadas, otimizando o processo de recrutamento e seleção.