Inauguração da Inpasa em Balsas fortalece o agro maranhense e amplia oportunidades para produtores rurais

Biorrefinaria paraguaia inicia operação de produção de etanol de milho e outros produtos derivados, abrindo novos mercados e oportunidades para negócios rurais no Matopiba.

O vice-presidente da Inpasa Brasil, Gustavo Mariano, apresentou a uma plateia de lideranças e executivos políticos, de autarquias e empresas os detalhes da operação da primeira planta da biorrefinaria instalada na região Nordeste

A cidade de Balsas (MA) sediou, nesta sexta-feira (1º), um momento histórico para o setor agroindustrial do estado: a inauguração da unidade da Inpasa, uma das maiores biorrefinarias de etanol da América Latina, que marca o início de um novo ciclo para a agricultura maranhense, com impactos diretos na geração de renda, emprego e valorização da produção rural.

Com investimento de R$ 2,5 bilhões, a planta terá capacidade para processar 2 milhões de toneladas de milho e sorgo por ano, produzindo até 925 milhões de litros de etanol, 490 mil toneladas de DDGS (proteína vegetal de alto valor) e 47 mil toneladas de óleo vegetal. A operação promete movimentar a cadeia produtiva do campo — do pequeno ao grande produtor — com aquisição direta de grãos da região.

Representando o setor rural organizado, o presidente do Sistema Faema/Senar/Sindicatos Rurais, Raimundo Coelho, e o diretor-secretário Emerson Macedo participaram da cerimônia, reforçando o papel da agroindústria como motor do desenvolvimento sustentável.

“A chegada da Inpasa é um divisor de águas para o agro maranhense. O pequeno produtor, agora, tem um novo mercado para entregar sua produção; o médio e o grande ampliam horizontes; e todos ganham com a geração de renda, oportunidades e demanda por qualificação. O Sistema Faema/Senar está pronto para contribuir com esse avanço, por meio da formação profissional e da assistência técnica e gerencial”, afirmou Raimundo Coelho.

Além da geração de mais de 2.500 empregos diretos e indiretos, a implantação da unidade deve impulsionar investimentos em infraestrutura, logística e serviços, fortalecendo a economia de Balsas e municípios vizinhos. Com produção voltada à bioenergia e à indústria — incluindo setores como combustíveis, cosméticos, fármacos e nutrição animal — a planta reafirma o protagonismo do Maranhão na agenda da sustentabilidade e da transição energética.

O vice-presidente da Inpasa Brasil, Gustavo Mariano, destacou o impacto ambiental positivo do empreendimento: “Temos orgulho de produzir um etanol com redução de até 92% das emissões de gases do efeito estufa em comparação com o combustível fóssil. Isso contribui diretamente para um futuro mais sustentável, com valor agregado para toda a cadeia produtiva. Essa unidade transforma cereais em energia, mas também transforma vidas e o território onde se insere”, afirmou.

Já o governador Carlos Brandão ressaltou a parceria com a empresa e o potencial transformador da agroindústria na região: “A instalação da Inpasa aqui em Balsas é fruto de um esforço conjunto. Abrimos mão de impostos, garantimos segurança jurídica e infraestrutura para mostrar que o Maranhão está preparado para receber grandes investimentos. Essa planta já nasce duplicada e vai mudar o perfil produtivo de toda a região”, comemorou.

O presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, também enfatizou o papel do crédito para viabilizar o empreendimento: “Essa foi a maior operação de financiamento do BNB no Maranhão. Uma fábrica referência nacional, conectada com os princípios de uma nova indústria: mais eficiente, mais produtiva e alinhada com critérios de sustentabilidade ambiental e social”, destacou.

O evento reuniu ainda representantes da Inpasa, lideranças setoriais, prefeitos da região, parlamentares e produtores rurais, consolidando o ambiente de confiança entre o setor público, a iniciativa privada e o sistema representativo da agropecuária.

Para o Sistema Faema/Senar/Sindicatos Rurais, a inauguração da Inpasa em Balsas é também uma convocação: o agro do Maranhão está pronto para crescer com sustentabilidade, inclusão e protagonismo — e o papel da educação profissional e da representação sindical será fundamental para garantir que os benefícios desse novo ciclo cheguem a todos os elos da cadeia produtiva.

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