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Senar desenvolve assistência técnica em parceria com o Governo do Estado

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Produtor Luiz Tirara Rocha e técnico do programa Mais Produção

O Programa Mais Produção voltado para o aumento da produção agropecuária estadual e valorização dos produtos maranhenses, já vem promovendo mudanças, nas dez cadeias produtivas definidas como prioritárias. Na cadeia do leite, por exemplo, os primeiros resultados do trabalho de assistência técnica e gerencial do Senar (AteG) promovido pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), já colocam o estado em posição competitiva no cenário nacional.

Um exemplo bem característico é a média de produção por animal. No Brasil, a média de produção de leite por vaca/dia é de 5kg, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). No estado, a mesma média saiu de 4,43 para 4,98kg de leite/vaca/dia e, especialmente na Região Tocantina, saiu de 4,57 para 5,21kg de leite/vaca/dia, superando a média nacional em 4%. Os números comparam o antes e o depois do trabalho de ATeG, realizado por meio de convênio entre Sagrima e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Assistência prestada por técnico do Senar, no programa Mais Produção, do Governo do Estado.

Egon de Oliveira, que supervisiona a execução desse trabalho pelo Senar na Região Tocantina, destaca que os bons resultados vêm despertando confiança e interesse cada vez maior e que as perspectivas são as melhores possíveis. “A receptividade dos produtores para as ações de assistência técnica, aqui, na Região Tocantina, está sendo muito boa, pois os produtores estavam carentes desse apoio assistencial e com níveis de tecnologia diferentes. Agora o produtor consegue saber, na ponta do lápis, quanto ele está gastando para produzir seu litro de leite e o valor compensatório para venda. Isso já lhe traz mais confiança”.

O trabalho de assistência é realizado de acordo com as características de cada propriedade e, no aspecto técnico, vem fazendo a diferença no ajuste de manejo pecuário, na otimização no uso das áreas de pastagem, no escalonamento da produção e na suplementação alimentar. Equipamentos como os 40 tanques de resfriamento entregues em março, também colaboraram, em muito, para estabelecer esse diferencial.

“O acompanhamento técnico tem me ajudado muito, porque meu conhecimento era bem pequeno. Hoje estou aprendendo, as coisas estão mudando. Minha área é pequena e eu precisei fazer umas mudanças que me foram orientadas. Hoje a gente já tem a gestão da atividade mais organizada, já consegue planejar as áreas de pastagem, o piquete rotacionado e facilitar o manejo. Só tenho a agradecer por tudo”, comemora Luiz Tirara Rocha, produtor de Imperatriz.

Mais Produção

Atualmente, o Programa Mais Produção, na cadeia do leite, atende 675 propriedades nas regiões Tocantina e Médio Mearim. Nos primeiros três meses de trabalho do Senar, a produção dessas propriedades assistidas saiu de 1.691.172 litros de leite por mês para 1.874.544 litros de leite, representando um acréscimo de aproximadamente 11%.

O secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, destaca com mérito a importância desses resultados. “Em pouco tempo, já vemos excelentes resultados e que temos potencial para evoluir muito mais. Com as medidas gerenciais e zootécnicas recomendadas, esperamos que os produtores assistidos pelo programa estejam bem mais preparados para o período das secas, no segundo semestre, para que a falta de chuvas não prejudique esse bom desempenho alcançado”, disse.

Também otimista, o superintendente estadual do Senar, Luiz Figueiredo destaca a parceria entre o Senar e Governo do Estado (Sagrima). “O grande diferencial está na parte do planejamento, onde a assistência técnica e gerencial  (ATeG) faz o trabalho planejado e as realizações são de acordo com as características de cada propriedade. Isso tem criado metas no processo produtivo. Muitas coisas já mudaram, estamos vendo a transformações em diversas regiões do Maranhão”, frisou Figueiredo.

Texto: Ascom Sagrima/Senar

Fotos: Equipe técnica/Senar