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Representantes de sete nacionalidades conhecem o agronegócio do cerrado maranhense

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Depois de ganhar dFoto 2- Sagrima - agroneg+¦cioa Associação Internacional de Soja Responsável, a certificação internacional, as Fazendas Santa Luzia e São José (AgroSerra), no município de São Raimundo das Mangabeiras, receberam a visita de um grupo de pesquisadores pertencente a sete países (Canadá, Peru, Ghana, África do Sul, Nicarágua e França, Holanda), com o objetivo de conhecer a agricultura desenvolvida nos cerrados, situados entre a área de transição dos biomas Amazônia para a Caatinga.  O foco da Nacional Solidaridad, para o Brasil, é apoiar produtores na execução de boas práticas na agricultura.

Os visitantes conversaram com produtores rurais sobre seus sistemas de manejos, a legislação ambiental, trabalhista e capacitação dos colaboradores e puderam compreender como os produtores conseguiram visualizar as oportunidades para produzir nestas regiões de pouca fertilidade.

O grupo, acompanhado pelo vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão (Faema) e secretário-adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sagrima), Raimundo Coelho; prefeito de São Raimundo das Mangabeiras, João Francismar; superintendente da Fapcen, Gisela Introvini; o secretário da Faema, Carlos Feitosa; representantes do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Maranhão (Ifma), conheceu o trabalho Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), empregado pela Fazenda Santa Luzia.

O sistema ILPF é integrante do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que visa diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera, compromisso assumido pelo governo federal. “Estou muito feliz de ver esses bons exemplos aqui na região, pois o objetivo da nossa visita é ver a questão do uso sustentável do solo, pois o foco da organização é apoiar produtores na implementação de boas práticas.Produzir mais com menos, como é o caso da tecnologia usada na Fazenda Santa Luzia” justifica Pieter Idses Sijbrandij, Gerente da Nacional Solidaridad para o Brasil.

O grupo visitou também a Fazenda São José (Agro Serra) para conhecer as relações de trabalho numa empresa que emprega aproximadamente 2.500 trabalhadores e tem uma área cultivada de 25 mil hectares, sendo 21 mil de cana de açúcar e 4 mil de soja. Os estrangeiros ficaram satisfeitos com os cuidados que a Fazenda São José dedica aos seus trabalhadores, desde o alojamento até a alimentação, saúde e higiene.

Raimundo Coelho destacou a visita do grupo Nacional Solidaridad para o Brasil. Segundo ele, essas propriedades visitadas foram as que receberam a certificação Internacional da Soja, que definiram um padrão de produção, com 98 indicadores baseados em cinco princípios: cumprimento legal e boas práticas empresariais, condições de trabalho e relações comunitárias responsáveis, responsabilidade ambiental e práticas agrícolas adequadas.

“Tudo isso nos dá a confiança e certeza de que o estado vai avançar muito mais no setor produtivo com grande contribuição do agronegócio. O governo do estado está ajudando nesse crescimento com infraestrutura portuária e rodovia para corresponder ao aumento e o escoamento da produção”, explicou Raimundo Coelho.

Certificação: A certificação internacional da soja foi conduzida pela Fundação de Apoio ao Corredor de Exportação Norte (Fapcen), composta por produtores do cerrado maranhense, que, em parceria com as instituições IDH, da Holanda e Solidaridad, do Brasil, iniciaram em 2012 um trabalho de conscientização dos produtores, incentivando a prática da agricultura inteligente, tendo como meta a sustentabilidade, por meio da preservação do meio ambiente.

 

Fontes: Faema/Sagrima