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Importância do agronegócio Brasileiro

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O agronegócio brasileiro tem sido a roda motriz da economia. Em 2018, por exemplo, representou 21% de todo o PIB (Produto Interno Bruto) do país. Isso traz reflexos diretos e indiretos à economia.
O mercado de trabalho é um exemplo. No ano passado, a cada 100 empregos gerados, 38 foram no setor agro. De toda a população economicamente ativa do país, 13% dos trabalhadores estão no agronegócio. O setor emprega profissionais com formações diversas, dentre eles engenheiros agrônomos, geólogos, engenheiros florestais, biólogos, engenheiros de biossistemas, veterinários, zootecnistas, administradores, entre outros.
Podemos perceber que o agronegócio abre porta para várias profissões! Mas é importante destacar que, mesmo com formação, é fundamental que os profissionais apresentem estratégias de gestão, o que garante valores positivos de produção e fluidez do negócio.

Desafios do agronegócio no Brasil

A busca por qualidade, produção de alimentos e sustentabilidade vem sendo o assunto mais discutido na sociedade atual.
O aumento da renda per capita e diversificação da economia dos países em desenvolvimento levaram a mudanças nos padrões de consumo. Isso aumenta a sofisticação e diversificação dos alimentos consumidos. Ou seja, as pessoas estão procurando conveniência, saúde, nutrição e qualidade. E o Brasil tem posição de destaque nisso, tanto pela diversificação quanto pela quantidade de alimentos produzidos, mas temos muito a caminhar ainda.
O lado positivo, é que o agronegócio no Brasil é sustentado pelo aumento contínuo da produtividade. Isso se deve à utilização de tecnologia que maximiza a eficiência das cadeias produtivas. Além disso, nosso país vem se destacando também pela produção de biocombustíveis, principalmente etanol feito da cana-de-açúcar. O etanol entra na política de energia limpa, integrando as premissas que o negócio agro prega, que é a produção sustentável.

Como funciona o agronegócio

Falamos muito sobre agronegócio, mas as vezes não compreendemos totalmente o sentido desse conceito. Este mercado engloba não somente a agricultura e pecuária, mas vários setores da economia.
Davis e Goldberg (1957) definem o agronegócio como a soma total das operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas; das operações de produção na fazenda; do armazenamento, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens produzidos a partir deles.
Desta maneira, o agronegócio implica na ideia de cadeia produtiva, apresentando vários elos. Podemos distingui-los da seguinte forma:

  • Os produtores rurais propriamente ditos, que são os responsáveis pela produção e manejo
  • Os que possibilitam a sustentação do sistema, ou seja, os fornecedores de insumos – desde sementes à inseticidas, fungicidas, adubos, herbicidas, etc.
  • O setor responsável pela comercialização e pelos trâmites de negociação. Além da negociação, este setor também lida com o processamento das matérias-primas e logística de fornecimento, fazendo com que o produto chegue ao consumidor final.

As agroindústrias, que entram nessa última subdivisão, são as responsáveis pela transformação da matéria-prima em produto final comerciável. Alguns exemplos destas indústrias são frigoríficos, indústrias de couro, de laticínios e enlatados. Essas indústrias são aliadas da comercialização do agro, pois possibilitam aumento da durabilidade dos produtos. Além disso, permitem o fornecimento em épocas fora de safra.

Agronegócio: Como se aperfeiçoar

Com isso, podemos notar que o agronegócio brasileiro requer interdependência de vários ramos para que tudo ande bem. Portanto, capacitar para uma boa gestão e se planejar são cruciais para que esse tipo de negócio dê certo.
Atualmente, são oferecidos desde cursos técnicos a curso superior em agronegócio. Além desses, existem também vários cursos de capacitação específica, como os que encontramos no Senar. Há modalidades gratuitas e outras pagas. O curso de gestão de defensivos agrícolas da Aegro é como exemplo de um curso de especialização de curta duração e totalmente online.
Além disso, para se manter atualizado no ramo do agronegócio, é importante ir em feiras. Isso ajuda a conseguir novos contatos (o que chamamos de “networking”) e ficar por dentro do que o mercado tem de novo.

 

Autora: Giuliana Duarte, engenheira agrônoma e redatora do Lavoura10

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