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Especialistas destacam potencial do agronegócio de frutas no Maranhão

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O potencial da cadeia produtiva da fruticultura do Maranhão é um dos temas em debate no XXIV Congresso Brasileiro de Fruticultura, que está acontecendo pela primeira vez no estado.

19_10bCom debates focados no tema: “Fruteiras Nativas e Sustentabilidade”, o evento se estenderá até sexta-feira (21), no Hotel Luzeiros. O congresso é uma realização conjunta da Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF) e reúne a comunidade técnica-científica do segmento da fruticultura brasileira.

São mais de 600 pessoas, entre pesquisadores nacionais e internacionais, professores de universidades de vários estados, empresários, produtores, técnicos e estudantes da UEMA, UFMA e IFMA, representantes de instituições de desenvolvimento e empresas públicas e privadas ligadas ao setor da produção.

Empreendedorismo – O diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, destacou que o Maranhão é um estado de vocação predominantemente agrícola. “As universidades podem contribuir com os pequenos produtores no processo de assimilação e prática do conhecimento, para que possam ser empreendedores rurais de sucesso e, assim, implementem as mudanças necessárias que refletirão em uma nova realidade produtiva para o estado”, disse o executivo.

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Ele ressaltou que o Sebrae, como instituição de fomento ao empreendedorismo, tem dado a sua parcela de contribuição à fruticultura do Brasil e do Maranhão e acredita que é possível desenvolver um trabalho institucional para fortalecer esse segmento da produção no estado.

“Temos ações pontuais de atendimento no estado e ações de projetos de maior envergadura. Além do mais, continuamente, pensamos, articulamos e promovemos a disseminação do conhecimento no sentido de despertar o maranhense para as potencialidades econômicas e os recursos naturais de suas respectivas localidades. Mas poderemos fazer mais e melhor para o desenvolvimento do nosso estado se estivermos todos juntos – poder público, instituições de fomento, universidades, iniciativa privada e setor produtivo.”

Informação – Na visão do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (Faema), Raimundo Coelho, a fruticultura o Maranhão ainda está muito aquém de outros estados brasileiros.

“São poucos os investimentos na área. Banana, abacaxi, caju, açaí, enfim, muito pouca. Um das razões desta falta de investimento é a falta de informação e conhecimento por parte dos nossos produtores rurais  e da importância dada à este tipo de produção tanto para o mercado local, quanto para o nacional e internacional”, declarou.

Ele acredita que o Congresso Brasileiro de Fruticultura é importante para mostrar os aspectos técnicos de como implementar a fruticultura neste estado  “que tem  solo e água, mas falta  informação”. E disse que  é necessário que o empresariado maranhense se volte para este tipo de investimento.

Investimentos – Coelho lembrou que a Federação, por meio do Senar, tem desenvolvido ações na área de fruticultura  atendendo demandas de cursos, de quem já pratica  pequenas lavouras de fruticultura.

“Somos parceiros do Governo do Estado no programa “Mais Produção”, onde a tônica  é capacitar e prestar  assistência técnica à produtores rurais nas mais variadas regiões do estado”, afirmou, ressaltando que o “Mais Produção” possui foco na cadeia hortifruti, “que poderá ser fortalecida após este congresso, que deixará certamente um legado importante para o Maranhão e o nosso Sistema, passando informações para  investidores sobre as culturas que são propícias para o estado.”

Exportação – O presidente da Sociedade Brasileira de Fruticultura (SBF), Almy Cordeiro de Carvalho, enfatizou o potencial do estado para a fruticultura. “A despeito de o Maranhão importar quase todas as frutas consumidas aqui, ele tem um potencial gigantesco para ser um grande exportador de frutas não só para outros estados como para outros países, inclusive por sua posição privilegiada”, explicou o professor, fazendo referência ao Porto do Itaqui.

Carvalho disse que os debates das outras edições do congresso, proporcionaram, na prática, um avanço no setor da fruticultura  em todos os estados que sediaram o evento.

Desenvolvimento – “Acreditamos que, no Maranhão, não será diferente e poderemos comemorar, daqui a alguns anos, a expansão das fronteiras agrícolas do estado por meio do desenvolvimento da fruticultura de qualidade, baseada em pesquisa, usando recursos tecnológicos e inovadores para melhorar consideravelmente a plantação, a irrigação e a colheita de fruteiras nativas e, assim, melhorar a vida do produtor que busca na terra o sustento da sua família”

O pesquisador Eugênio Araújo, da Embrapa Cocais, compartilha do mesmo otimismo do presidente da SBF. “A realização desse congresso poderá ser a primeira ação desse ousado plano de desenvolvimento da fruticultura neste estado.”

 

Fotos: Embrapa Cocais e Sistema Faema/Senar