Segunda edição reuniu cursos do Senar, vitrines tecnológicas, encontro de produtores e debates sobre gestão, mercado e diferentes cadeias produtivas
A segunda edição da Expo Matinha reuniu produtores rurais, técnicos, instituições e parceiros, de 24 a 26 de setembro, em uma programação que combinou capacitação, transferência de tecnologia, troca de experiências e valorização das cadeias produtivas da Baixada Maranhense.
A participação do Sistema Faema/Senar levou ao evento ações de Formação Profissional Rural, vitrines tecnológicas e atividades voltadas à orientação dos produtores. Entre as capacitações estiveram pilotagem e aplicações agrícolas com drones, piscicultura, operação e manutenção de tratores, bovinocultura de corte, hidroponia, produção de silagem e primeiros socorros.
As vitrines permitiram que o público acompanhasse, na prática, soluções relacionadas à hidroponia, silagem, piscicultura, cerca elétrica, apicultura, olericultura, fruticultura e transformação da mandioca em farinha.
Para o superintendente do Senar-MA, Luiz Figueiredo, feiras como a Expo Matinha cumprem uma função que vai além da programação festiva e aproximam o conhecimento de quem está no campo.
“Quero ressaltar que não é só um momento de festa. Aqui também é um momento de aprendizado, de troca de experiência e, através das nossas vitrines tecnológicas, dos nossos cursos, está trazendo conhecimento da cidade para o campo. São eventos que realmente oportunizam melhoria de renda”, destacou.
Um dos principais momentos da programação foi o Encontro de Produtores Rurais, realizado no dia 25. A agenda colocou em debate gestão da propriedade, rentabilidade, piscicultura e estratégias nutricionais para ruminantes, além de promover uma roda de conversa sobre experiências e desafios de quem produz.
O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Matinha, Domingos Ferreira, destacou o crescimento da exposição e a integração entre entidades, empresas e produtores.
“Tivemos a oportunidade de estar com várias cadeias produtivas presentes, tecnologias, como as vitrines que estão sendo executadas aqui, 11 cursos ocorrendo na capacitação dos produtores. Temos a presença de várias empresas parceiras e estamos percebendo o crescimento da Expo Matinha em relação à última edição, trazendo para a nossa Baixada oportunidade de visibilidade do que a região é capaz de produzir”, destacou.
Domingos também ressaltou o envolvimento das instituições e parceiros na realização da feira. “Foi um sucesso porque nós vimos o envolvimento das autoridades, das entidades que juntas fizeram com que a Expo Matinha se tornasse maior”, afirmou.
Piscicultura como atividade econômica
Entre as cadeias produtivas presentes na programação, a piscicultura ganhou destaque especial. Matinha reúne uma experiência de produção que, segundo o presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, tornou-se referência pela capacidade de inserir pequenos produtores em uma atividade econômica e gerar resultados.
“Especificamente no Maranhão e na Baixada, hoje nós estamos aqui em Matinha, é um dos melhores cases de sucesso do Brasil, exatamente por agregar o pequeno produtor para uma atividade econômica, proporcionando principalmente ganhos financeiros, que são facilmente identificados no dia a dia, no contato que você tem com esses produtores”, explicou.
Francisco Medeiros também destacou a contribuição da assistência técnica para a estruturação da atividade. “Outro aspecto extremamente importante que deu estruturação para todo esse trabalho foram as ações do Senar, principalmente agora, nos últimos anos, com a assistência técnica. Uma assistência técnica focada principalmente em resultado, com levantamento de custos, com resultados econômicos”, afirmou.
A piscicultura desenvolvida na Baixada Maranhense também chamou atenção pelo modelo de criação adotado pelos próprios produtores. Segundo Medeiros, diferentes espécies são utilizadas de forma consorciada nos viveiros, aproveitando resíduos da produção e contribuindo para o equilíbrio do sistema.
O presidente executivo da Peixe BR classificou o modelo como um dos mais sustentáveis na produção de peixes de cultivo. De acordo com ele, a utilização da curimbatá permite transformar resíduos orgânicos em proteína, combinando viabilidade econômica e ganhos ambientais.
A programação da Expo Matinha contou ainda, no último dia, com atividades técnicas e o I Encontro Regional das Mulheres do Agro de Matinha, que abriu espaço para debates sobre autoestima, propósito, saúde emocional, protagonismo e diferentes trajetórias femininas no meio rural.
Ao reunir capacitação, tecnologias, assistência técnica e experiências de produtores, a segunda edição da Expo Matinha reforçou a feira como espaço de aproximação entre quem produz e as soluções capazes de melhorar a gestão, a produtividade e a renda no campo.
Os registros da participação do Sistema Faema/Senar na Expo Matinha 2026 também estão reunidos em um álbum fotográfico no Flickr, com imagens das vitrines tecnológicas, capacitações, Encontro de Produtores Rurais e demais atividades realizadas durante a programação. O álbum completo está disponível em: https://flic.kr/s/aHBqjD5KGG