Artigos Difusão da biotecnologia: Inseminação Artificial no Campo 09-11-2018
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A literatura registra o ano de 1784, como o nascimento da Inseminação Artificial (IA) em caninos, realizada pelo monge italiano Lázaro Spallanzani. Esse marco era o nascimento de uma biotecnologia que iria revolucionar o campo da reprodução animal.

Em 1949 os pesquisadores ingleses Polge, Smith e Parker descobriram que os espermatozóides podiam ser conservados em nitrogênio líquido por um longo período a baixas temperaturas (-196ºC). Dessa forma, foi possível a difusão da biotecnologia no panorama mundial.

A Inseminação Artificial promove uma série de vantagens ao rebanho, como exemplo: Melhoramento genético em um tempo relativamente reduzido através da utilização de sêmen de reprodutores superiores, promovendo aumento da produtividade, seja leite ou carne. Além de permitir o acasalamento entre animais de diferentes raças (zebuínos versus taurinos).

Sabe-se que o cruzamento entre raças promove vigor híbrido (heterose máxima) aos descendentes. Na Inseminação Artificial a sanidade dos reprodutores e do sêmen são rigorosamente controlada por órgão federal, evitando assim a transmissão de doenças da esfera reprodutiva entre os animais. Estas são algumas vantagens da Inseminação Artificial em Bovinos.

Diante dessas informações, e com a missão de fixar o homem no campo, promovendo o aumento de renda e qualidade de vida aos produtores de leite e/ou carne e ainda, de promover ações que propiciem a sucessão familiar no agronegócio, é que o SENAR, através do FPR (Formação Profissional Rural), ministra curso de Inseminação Artificial em bovinos  em todo o Estado.

Muitos já foram capacitados, desde os produtores e técnicos do programa MAPITO, até os produtores do programa Mais Produção do Governo do Estado, executado pelo Senar – responsável atualmente por atender 1.770 propriedades de uma só vez.

Maior Escola da Terra já colhe excelentes resultados. Produtores de norte a sul e de leste a oeste do Estado, utilizam a biotecnologia no melhoramento genético de seus rebanhos, otimizando os índices zootécnicos e econômicos de suas empresas rurais.

A entidade prima por resultados cada vez melhores, no setor primário e na qualidade de vida de todas as pessoas que estão envolvidas no agronegócio.

Cícero Soares – é Médico Veterinário, doutor em Sanidade e Reprodução Animal e Instrutor do SENAR.