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Produtores de milho têm dificuldades para a venda e escoamento da produção

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Problemas são consequência da defasagem dos valores em relação ao aumento dos custos, que desestimula o plantio e a ampliação da produção.

Entidades representativas do setor agrícola do Maranhão, como a Federação da Agricultura e Pecuária (Faema); Associação de Produtores de Milho e Soja (Aprosoja); Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) e Sindicato Rural de Balsas (Sindibalsas), estão denunciando a grave situação dos produtores de milho do estado.

Os produtores enfrentam sérias dificuldades para a venda e o escoamento da produção, em razão do preço da saca do cereal praticado ser menor que o estabelecido pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), do Governo Federal.

Os problemas estão relacionados à defasagem dos valores em relação à evolução dos custos, que contribui para desestimular o plantio e a ampliação da produção agrícola maranhense.

Medidas – Diante da situação, os presidentes José Hilton Coelho de Sousa (Faema); Isaías Soldatelli (Aprosoja/MA); José Antônio Gorgen (Fapcen) e Valdir Zaltron (Sindibalsas) enviaram ofício ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, solicitando ações necessárias e imediatas para redução do impacto econômico no estado provocado pela perda da rentabilidade do produtor rural, pelo elevado custo logístico e pelo desabastecimento de outros centros urbanos.

De acordo com informações contidas no documento, a área de plantio de milho da safra 2013/2014 no Maranhão é de 606,4 mil hectares, com produção estimada em 1.883,6 toneladas.

Desse total, estima-se a comercialização em torno de 20% da produção, com o consumo interno de 239,3 mil toneladas, restando em torno de 1.506,9 mil toneladas a serem comercializadas.

As entidades solicitam também o estabelecimento do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para 1.267,5 toneladas. “O prêmio é um instrumento de garantia do preço mínimo ao produtor, sem aquisição, mediante o pagamento de diferença entre o preço mínimo, ou de referência, e o de mercado”, disse o presidente da Faema, José Hilton.

Preço mínimo – É uma importante ferramenta de política agrícola, por permitir que os agricultores mantenham a renda em caso de queda acentuada no preço de mercado.

Nessa situação, o governo banca a diferença entre o preço mínimo e as cotações de mercado, impedindo que o agricultor tenha prejuízo e evitando a escassez do alimento na safra seguinte.

Números

606,4 mil hectares é o tamanho da área de plantio de milho da safra 2013/2014 no Maranhão

1.883,6 toneladas é a estimativa dos produtores em relação à produção de milho no Maranhão