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Nota de repúdio à invasão da sede da CNA em Brasília

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repudia e lamenta a violenta invasão de sua sede na tarde de ontem, 3 de outubro, em Brasília, por indígenas liderados e incitados por militantes não índios e representantes de organizações, como o Conselho Missionário Indigenista (Cimi). O Cimi e a chamada Mídia Ninja transmitiram e noticiaram a invasão em tempo real, nas redes sociais.

A presença e atuação de representantes de ONGs internacionais e até de falsos indígenas foram identificadas, comprovando de forma irrefutável a manipulação desses povos por entidades, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), que deveria protegê-los.

Não índios pintados e paramentados como se indígenas fossem estavam ali com o objetivo de intimidar não só os funcionários da instituição, como cada um dos mais de 5 milhões de produtores rurais que, neste instante, trabalham no campo para produzir alimento para todos os brasileiros. Invasões, infelizmente, são, hoje, a realidade de centenas de pequenas propriedades e fazendas produtivas do Brasil.

A CNA entende esta invasão como uma grave violação ao Estado de Direito. Por isso, lamenta o episódio e se mantém firme na defesa da reforma do processo de demarcação, que deve ser aprimorado e decidido pelo Poder Legislativo como representante de todos os brasileiros, índios e não índios. A CNA entende que o Congresso é o fórum apropriado para mediar as demandas do conjunto da sociedade, considerando a violação de direitos que tem atingido os produtores rurais em diversos estados.

Reafirmamos nossa disposição para o diálogo direto com os indígenas, sem a intermediação perniciosa de organismos que usam estes brasileiros como massa de manobra, com objetivos ideológicos e/ou comerciais.

Informamos que estamos analisando as fotografias e filmagens, realizadas ao longo de uma hora de invasão para tomar as medidas cabíveis, inclusive recorrendo ao Poder Judiciário e à Polícia Federal. A segurança jurídica é imprescindível ao bom desempenho de qualquer setor da economia, sobretudo o agropecuário, que é responsável por 22,4% do Produto Interno Bruto (PIB), um terço dos empregos e 37% das exportações brasileiras.