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MAPA marca para o dia 19 de agosto reconhecimento do Maranhão como zona livre de aftosa

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou, nesta sexta-feira (26), que o ministro Antônio Andrade, a partir do próximo dia 19, visitará os estados do Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Paraíba para assinar as portarias ministeriais de reconhecimento nacional da região como zona livre de febre aftosa com vacinação. O Maranhão será o primeiro estado a receber o ministro, confirmando a posição de destaque durante todo o processo do Programa de Ampliação da Zona Livre de Febre Aftosa, executado pelo Ministério da Agricultura desde 2011.

“É uma vitória não só da pecuária, mas de todo o setor produtivo maranhense”, comemorou o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cláudio Azevedo.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão (Faema) e entidades parceiras consideram que um importante passo foi dado com a confirmação das assinaturas das portarias ministeriais de reconhecimento nacional da região como zona livre de febre aftosa com vacinação. “A Faema vem trabalhando muito, de forma organizada com seus sindicatos rurais, no combate da febre aftosa. Agora, com esse avanço, vários mercados inacessíveis serão abertos e o agronegócio maranhense será fortalecido”, destacou o presidente da Faema, José Hilton Coelho de Sousa.

A elevação da classificação sanitária do estado era uma antiga reivindicação dos criadores e entidades representativas do agronegócio. Desde 2001, o estado não registra um caso da doença e apenas em 2004 conseguiu sair de risco desconhecido para médio risco de febre aftosa.

“O reconhecimento nacional é o primeiro passo para o incremento da nossa pecuária, que já tem uma grande vocação para o corte e isso se refletirá, com certeza, em grandes ganhos sociais e econômicos”, afirmou o diretor da AGED, Fernando Lima.

Potencial

Dono do 2º maior rebanho bovino da Região Nordeste e 3º maior rebanho bubalino do Brasil, com cerca de 7,5 milhões de cabeças, o Maranhão tem sua pecuária com vocação eminentemente de corte, mas também se destaca na produção leiteira.

Segundo dados do último balanço da 1ª etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, realizada este ano e que registrou uma cobertura vacinal de 96,06% do rebanho, cerca de 1.200 propriedades rurais exploram a pecuária no Maranhão. O setor do agronegócio responde por cerca de 17% do PIB e estima-se que, somente a pecuária, gere aproximadamente 92,5 mil empregos diretos e indiretos.

Dentro do contexto dos estados que recebem a nova classificação sanitária destacam-se o Maranhão e o Pará como detentores dos maiores rebanhos, e por terem uma vocação para pecuária de corte.

A região detém 18% do território nacional e um rebanho de mais de 24 milhões de bovídeos, o que corresponde a 10% do rebanho nacional.

Vocações dos rebanhos dos estados que receberão a nova classificação sanitária como zonas livres de febre aftosa com vacinação:

Estado

Rebanho bovídeo*

Vocação

Alagoas

1.297.449

Leite

Ceará

2.696.538

Mista, com tendência para leite.

Maranhão

7.508.400**

Corte

Pará (área não livre)

4.624.764

Corte

Paraíba

1.196.034

Corte

Pernambuco

2.014.789

Leite

Piauí

1.778.894

Corte

Rio Grande do Norte

1.093.074

Corte

* Dados referentes ao levantamento feito pelo MAPA em 2012, considerando rebanhos de bovinos e bubalinos.

** Dados do último levantamento realizado pela AGED, durante o balanço da 1ª etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa.

Fontes: Sagrima/Faema